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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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MINAS DE URÂNIO DE ÁZERE VÃO SER FINALMENTE RECUPERADAS

Mäyjo, 18.02.17

minas-de-uranio

A recuperação ambiental das antigas minas de urânio de Ázere está anunciada para 2017. Esta é uma antiga pretensão dos municípios circundantes, uma vez que no estado de degradação em que se encontram, as minas constituem uma preocupante fonte de comunicação.

 

A notícia da recuperação ambiental das Minas de Urânio de Ázere, antiga área mineira do Mondego Sul, foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Tábua, Mário Loureiro. O autarca revelou que esta medida foi indicada pelo secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, como uma prioridade.

“Esta recuperação vem de encontro às inúmeras diligências efectuadas pelo município, pela União de Freguesias de Ázere e Covelo, pela IPSS ACUREDEPA, assim como outras entidades locais, que vêm assim concretizada a sua vontade de colmatar os efeitos negativos provenientes desta área mineira, que trazem consequências nefastas, não só ao concelho de Tábua, como aos concelhos limítrofes”, referiu a autarquia de Tábua.

As minas do Mondego Sul encontram-se encerradas desde 1988, data a partir da qual se mantiveram a céu aberto. O risco de contaminação do meio ambiente por partículas radioactivas através dos resíduos provenientes dos escombros das águas e areias foi identificado por diversas entidades, nomeadamente por elementos do partido Os Verdes, que visitaram as minas em 2014.

Foto: vi Creative Commons 

 

AUSTRÁLIA: EXPANSÃO DE MINA OBRIGA À RELOCALIZAÇÃO DE VILA INTEIRA

Mäyjo, 08.05.15

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O Governo de New South Wales, na Austrália, está a “pensar seriamente” em relocalizar uma vila inteira para expandir uma mina de carvão, de acordo com Guardian. Segundo a comissão de planeamento da região australiana, uma entidade independente, a extensão da mina da Rio Tinto deve ser aprovada – e isso significa o fim da vila de Bulga, onde vivem 350 pessoas.

O relatório da comissão admite que os residentes de Bulga deverão ser recompensados financeiramente pelas suas propriedades ou, caso prefiram, a comunidade poderá ser relocalizada para um outro local do país, para escapar ao barulho e pó da mina.

“Há relocalizações que já foram aprovadas para a construção de barragens”, explica o relatório”. “Qualquer decisão e planeamento associado deverá, claro, envolver os habitantes de Bulga”.

O relatório acredita que esta relocalização deve ser paga pelos contribuintes e pela Rio Tinto e admite que, nos cinco últimos anos de debate da expansão da mina, nunca foi encetada qualquer conversa com os moradores.

“[Relocalizar a mina] é uma perfeita estupidez”, explicou Paulo Harris, um antigo mineiro de 54 anos que vive em Bulga. “Esta vila é um subúrbio, não sei como poderemos relocalizar toda a gente”.

E continuou. “Vivi em Bulga toda a minha vida. Trabalhávamos com um pequeno equipamento e o barulho nunca foi um problema. Mas agora existe barulho e pó durante dias. Não posso sentar-me no meu jardim e apreciar uma cerveja por causa do barulho. E a quantidade de pó é inacreditável, nunca o consigo tirar da minha piscina”, concluiu.

Recorde-se que a cidade de Kiruna, na Suécia, vai deslocar-se três quilómetros para o lado para evitar a derrocada, devido à presença de uma mina de ferro.